quinta-feira, 1 de abril de 2010

Ebooks apontados por Café Filosófico

Vale a pena dar uma olhada nos links apontados pelo Café Filosófico.
Várias referências pra download.

http://cafesfilosoficos.wordpress.com/about/e-books/

segunda-feira, 29 de março de 2010

Nelson Goodman e o "quando é arte?"

Artigo esclarecedor sobre Nelson Goodman.
por Isabel Rosete, 2007


Alguns Dilemas da Estética Contemporânea: Arte e Simbolização

http://isabelrosere.multiply.com/journal/item/9/9

Paralelos entre a arte e o sorriso

Lendo uma entrevista de Waltércio Caldas a Felipe Scovino no livro lançado recentemente "Arquivos Contemporâneos", retirei uma pérola poética da fala de Waltércio. A referência dele foi "O nascimento da arte", de George Bataille. Estou louca pra ler. Aí vai aproximadamente o dito:

A arte e o sorriso nasceram na mesma época e pelo mesmo motivo: no espanto do homem a perceber-se mortal.

terça-feira, 23 de março de 2010

O grande mistério da vida - André Malraux

"O grande mistério não é termos sido lançados aqui ao acaso, entre a profusão da matéria e das estrelas: é que, da nossa própria prisão, de dentro de nós mesmos, conseguimos extrair imagens suficientemente poderosas para negar a nossa insignificância."

André Malraux in A Condição Humana, 1933.

domingo, 21 de março de 2010

Vídeo sobre Rauschenberg e sua obra Erased De Kooning

Vale a pena assistir o vídeo!

http://mais.uol.com.br/view/9c508uckp29e/robert-rauschenberg-fala-sobre-a-obra-erased-de-kooning-040268D09933E6?types=A&

Algumas curiosidades de René Magritte

Encontrei este texto com alguns dados biográficos de René Magritte:


"Magritte os odiava [dados biográficos], e irritar um artista já falecido é uma atitude que ele certamente aprovaria do alto de seu pedestal surrealista. "Detesto meu passado, assim como o de qualquer pessoa. Detesto a resignação, a paciência, o heroísmo profissional e os belos sentimentos obrigatórios. Também detesto as artes decorativas, o folclore, a publicidade, vozes anunciando algo, a aerodinâmica, os escoteiros, o cheiro de naftalina, fatos do dia, e gente bêbada." Tomemos, pois, mais um gole de uísque e continuemos com os dados biográficos."

"Magritte pouco se lembrava da própria infância, e suas memórias ficariam melhor num de seus quadros que numa autobiografia, já que se referem a fantasias de padre, a misteriosos baús e a eventos estranhos como um par de balonistas com roupas de couro que ficaram presos ao teto de sua casa, com o respectivo balão murcho e inútil. Junto a este enevoado de lembranças, aparece a morte da mãe de Magritte, afogada em 1912. O pai mudou-se então, com René e seus dois irmãos, para Charleroi, onde o artista conheceria sua futura esposa e modelo de muitas telas, Georgette Berger."

Fonte: http://www.burburinho.com/20030427.html


Deu-me uma vontade enorme de pesquisar mais a fundo esta história.

Sobre a imagem acima, uma fotografia da obra "A Tempestade", de Magritte, pergunto:

Seria um presságio da tempestade ou talvez a metáfora de dois amantes?
Seria uma junção de fragmentos ou uma denúncia da separação originária?
Ou seria antes uma décollage conceitual, em que esses fragmentos de imagens aludem a diferentes tempos (a imobilidade dos cubos, a tensão das nuvens a prometer movimento, o céu num límpido gradiente de azuis)?

O que me parece mais intrigante nesta imagem talvez nunca me ocorresse se estivéssemos frente a frente: a interferência sutil do aparato fotográfico que a captou. Olhando com cuidado, é possível perceber uma janela ao fundo, uma espécie de reflexo sutil do provável vidro que protege a obra. Pouco a pouco, esses resíduos impregnados na transparente (será?) superfície do vidro revelam todo um mise-en-scène, rico em silhuetas, janelas, paredes, outras pinturas. Um outro mundo cabe na tela, fazendo da imagem uma janela/espelho, inviolável enquanto projeção refletida, mas também permeável aos mergulhos que nos levam para dentro de nós mesmos.

sexta-feira, 19 de março de 2010